quinta-feira, 17 de julho de 2008

Marlon Brando


O maior ator de toda a história do cinema, mas, acima de tudo, o fim de uma era, a extinção de um certo estilo de representação cinematográfica. Brando era um espanto, um ‘primus inter pares’ entre seus colegas, um intérprete cuja presença em cena derrubava os demais, tornando-se senhor absoluto. Ainda que com uma filmografia irregular, cedendo, nos últimos anos, à participação em filmes de somenos importância, os desempenhos marcantes de Brando se inserem, definitivamente, nos anais da história e, diga-se de passagem, não apenas do cinema, mas da arte do século XX. A sua morte faz desaparecer um símbolo, um emblema, um signo, do século passado. Talvez o último exemplo de grande astro da constelação fílmica.


Marlon Brando foi único e é insubstituível. Jack Nicholson, James Dean, Steve MacQueen, Roberto De Niro, Paul Newman, Al Pacino, Dustin Hoffman, Sean Penn entre outros, são, por assim dizer, ‘conseqüências’ de sua soberba interpretativa. A sombra de Brando constrangeu outros atores que poderiam ter se firmado, com mais relevância, nos anos 50. Sir Lawrence Olivier, por exemplo, considerado o maior ator de teatro do mundo, quando trabalhava no cinema, não tinha uma relação com a câmara tão flexível como seria necessário, considerando que o cinema tem uma linguagem diferente da do teatro e a postura do intérprete sofre alterações entre uma e outra forma de expressão.



O grande ator de cinema é aquele que tem intuição para se relacionar com a câmara, conforme escreveu muito bem Roland Barthes. Marlon Brando, neste particular, foi o maior de todos. Um mito, o intérprete de Don Vito Corleone tem trabalhos inesquecíveis em sua trajetória cinematográfica. Mas Brando começou no teatro, em ‘Um bonde chamado desejo’, em 1948, sob as ordens de Elia Kazan, que viria adaptar o mesmo texto para as telas em 1951, tornando ‘A streetcar named desire’, de Tennessee Williams, o insuperável dramaturgo, um filme referencial pela performance estupenda de Branco como Stanley Kowalsky. No Brasil, como de hábito, mudaram o título original para ‘Uma rua chamada pecado’, revelando, com isso, por parte de seus ‘tradutores’, uma estupidez sem limites.



A fonte na qual bebeu suas influências está no teatro realista americano dos anos 40. E uma estadia no Actor’s Studio, a célebre escola de teatro para formação de atores capitaneada por Lee Strasberg, Kazan, na qual foi criado o famoso Método. Mas Brando era o próprio Método e, como afirmou Stella Adler, uma notável ‘preparadora’ de intérpretes que influenciou toda uma geração, para ele não havia necessidade de uma formação, pois tinha uma intuição surpreendente.



Ator formado nos moldes de Constantin Stanislavsky, Brando, no entanto, conseguiu suplantar o modelo de representação, inaugurando uma nova maneira de atuar, de se comportar em cena, apondo uma inédita gestualística no ser-ator. Poder-se-ia dizer que instaurou, mesmo ainda no proscênio de ‘Um bonde chamado desejo’, uma nova estética interpretativa. Sabe-se que, para a formação de um ator, é necessário muito ‘laboratório’, muita concentração, a fim de que possa atingir uma técnica, que, aliada, a sua intuição, permita-o ascender a uma virtuose. Marlon Brando, todavia, fugiu a todas as regras, um caso raro de ator que se formou baseado na sua própria intuição. É verdade que aprendeu alguma coisa no ‘Actor’s Studio’, mas o fundamental vinha dele mesmo.



Numa época em que vigorava o galã, Brando, por ser bonito e talentoso, procurou nunca se tornar um tipo definido. Assim é que, na sua estréia em Hollywood, apesar de seu porte atlético e da beleza pessoal, escolheu o papel de um tetraplégico que fica o tempo todo preso a uma cadeira de rodas em ‘Espíritos indômitos’ (‘The men’, 1950), de Fred Zinnemann, diretor austríaco que se fixou em Hollywood e que dirigiria, poucos anos depois, o clássico ‘A um passo da eternidade’. O filme seguinte, ‘Uma rua chamado pecado’, detona seu sucesso imediato, a irradiação de sua personalidade esfuziante ao encarnar o Kowalsky, polaco-americano criado com tanta força por Williams para o teatro. Kazan o convida para um novo filme, ‘Viva Zapata’ (1952), no qual é o personagem título, o célebre guerreiro mexicano com ânsia libertadora, trabalhando, nele, ao lado de Anthony Quinn.



‘Julius Caesar’, de Joseph Mankiewicz, trouxe Brando para Shakespeare e seu Marco Antonio é admirável, principalmente no momento do discurso, um primor de interpretação. Emblemático, porém, ficou a sua imagem de motocicleta e casaco de couro em ‘O selvagem’ (‘The wild one’, 1953), de um inexpressivo Laszlo Benedeck, mas um filme que ficou gravado no imaginário dos anos dourados pela expressividade da figura de Brando, um autêntico ‘rebelde sem causa’. Não resta dúvida que James Dean copiou o ‘maneirismo’ do futuro Corleone em ‘Vidas amargas’ e ‘Juventude transviada’



Em 1954, no papel do ex-boxeador Terry Malloy, em ‘Sindicato de ladrões’ (‘On the waterfront’) ganhou o seu primeiro Oscar, também sob a orientação de Elia Kazan. A partir daí a carreira de Brando se estabeleceu como a mais brilhante de Hollywood, ainda que tenha o grande intérprete feito certas concessões comerciais para entrar em declínio nos anos 60. Reabilitou-se como o Don Corleone de ‘The godfather’, graças ao empenho de Copolla em lhe conseguir o papel, que os diretores da Paramount não queriam entregara Brando. E, na mesma época, ‘O último tango em Paris’, de Bertolucci.



O fim da carreira de Marlon Brando é melancólico, não somente por causa de seus problemas existenciais e familiares, mas, também, pela sua displicência. Participou, nos últimos vinte e cinco anos, de filmes menores e sem importância, excetuando-se o seu Kurtz magnífico de ‘Apocalypse now’, que tem a assinatura de Coppola. O cinema, com a morte desse monstro sagrado, perdeu a sua majestade. Disso não se tem dúvida.



Momentos fortíssimos de Brando: quando, em ‘Os pecados de todos nós’ (‘Reflections on a goldens eyes’), de John Huston, oficial homossexual do exército americano, passa creme no rosto indeciso se vai ou não encontrar um soldado; ainda como oficial, desta vez nazista, em ‘Os deuses vencidos’, de Edward Dmytrick, frente a um espelho, bate continência a olhar para si mesmo; a extraordinária, e um dos grandes momentos do cinema no século XX, ‘performance’ como Vito Corleone em ‘O poderoso chefão’ (‘The godfather’), de Francis Ford Coppola; quando, desesperado, bate na mesa a gritar em ‘Uma rua chamada pecado’, de Kazan, ou neste mesmo filme, grita o nome de Stella, ao pé de uma escada, tendo seu rosto em ‘close up’; o sinistro Coronel Kurtz de ‘Apocalypse now’, ainda que com uma participação já no final e de alguns minutos; o monólogo em ‘O último tango em Paris’, de Bernardo Bertolucci; o ex-boxeador de ‘Sindicato de ladrões’ (‘On the waterfront’), de Kazan, principalmente na cena em que dialoga com Rod Steiger no banco traseiro de um carro, um dos momentos mais surpreendentes de um ator ‘in progress’ de toda a história da sétima arte; quando, apaixonado por uma gueixa, no Japão, resolve ficar na ponte todos os dias para cumprimenta-la, mas, de repente, após um ano, deixando de saúda-la, ela olha para trás e ele, solene, demonstra desdém, momento de ‘Sayonara’, belo filme de Joshua Logan ( o mesmo de ‘Férias de amor’/’Picnic’). Entre muitos outros.



Para encerrar, um trecho do que disse Inácio Araújo, na ‘Folha’, sobre este mito: “Brando não foi só um ator, nem um ícone de seu tempo. Foi de uma só tacada um formidável monumento do cinema e a perfeita expressão do destino tortuoso dessa arte corrompida por seus milhões de dólares”.


quarta-feira, 16 de julho de 2008

A ESTRATÉGIA CHINESA!!!

assunto para pensar...
A PRAGA MUNDIAL QUE NINGUÉM QUER VER - A CHINA DO FUTURO

Luciano Pires
Alguns conhecidos voltaram da China impressionados. Um determinado produto que o Brasil fabrica um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões... A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reação é impressionante. Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas...
Com preços que são uma fração dos praticados aqui. Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares. Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo. Que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares. Comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios...
Hora extra? Na China? Esqueça. O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego, que trabalha horas extras sabendo que nada vai receber...
Essa é a armadilha chinesa. Que não é uma estratégia comercial, mas de poder.
Os chineses estão tirando proveito da atitude dos marqueteiros ocidentais, que preferem terceirizar a produção e ficar com o que "agrega valor": a marca.
Dificilmente você adquire nas grandes redes dos Estados Unidos um produto feito nos Estados Unidos. É tudo "made in China", com rótulo estadunidense.
Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares... Mesmo ao custo do fechamento de suas fábricas. É o que chamo de "estratégia preçonhenta".
Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila as táticas para dominar no longo prazo. As grandes potências mercadológicas que fiquem com as marcas, o design... Os chineses ficarão com a produção, desmantelando aos poucos os parques industriais ocidentais.
Em breve, por exemplo, não haverá mais fábricas de tênis pelo mundo.. Só na China. Que então aumentará seus preços, produzindo um "choque da manufatura", como foi o do petróleo. E o mundo perceberá que reerguer suas fábricas terá custo proibitivo. Perceberá que tornou-se refém do dragão que ele mesmo alimentou.
Dragão que aumentará ainda mais os preços, pois quem manda é ele, que tem fábricas, inventários e empregos... Uma inversão de jogo que terá o Impacto de uma bomba atômica... Chinesa.
Nesse dia, os executivos "preçonhentos" tristemente olharão para os esqueletos de suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando bocha na esquina, para as sucatas de seus parques fabris desmontados. E lembrarão com saudades do tempo em que ganharam dinheiro comprando baratinho dos chineses e vendendo caro a seus conterrâneos...
E então, entristecidos, abrirão suas marmitas e almoçarão suas marcas.

Luciano Pires é diretor de marketing da Dana e profissional de comunicação

segunda-feira, 14 de julho de 2008

VAI TRABALHAR VAGABUNDO

São umas sete e quarenta e cinco da manhã, aqueles preciosos quinze minutos antes das oito que a gente ainda se dá ao direito de cochilar antes de enfrentar o dia. É uma ilusão acreditar que quinze minutos podem fazer alguma diferença para a vida da gente.

Na verdade fazem, é o que separa o momento em que um piano cai na sua cabeça ou um carro pode te atropelar, basta parar no meio do caminho e se distrair com algo para que a diferença faça... diferença. Levanto correndo, visto uma bermuda e cato minhas tralhas. Dou um beijo nela e meio sonolenta me respode. Às vezes saio para trabalhar direto da casa dela, quando deixo alguma peça de roupa limpa lá, ou quando realmente saio atrasado e acabo me virando com o que tem à mão. Na maior parte das vezes acabo saindo tarde tanto da casa dela quanto da minha. A distância não é grande, mas as distrações são diversas.

Desviar de bosta de cachorro, manchete na banca de jornal, papo com o paraíba da lanchonete, um olá para o Salvador (da banca de jornal), uma bunda (ou duas), comprar leite, esquinas e uma obra no meio, idosos no caminho ocupando a calçada, mendigo, um puto na bicicleta te corta ou quase te atropela, pedras, sinal, carros, ônibus e finalmente o porteiro. Chegar em casa coincide com uma besta vontade de ir ao banheiro. Vontade que dá já no meio do caminho, mas acabo pensando em outra coisa e esquece a tempo de pegar o elevador, torcendo para não encontrar com nenhum vizinho que atrase o percurso.

Acabo saindo de casa sem tomar café, até porque um copo de leite ou suco é todo meu café da manhã, coisa da dieta. O banho fora rápido, tomo frio para não ficar de medo da água logo e já sair sem demora. Normalmente a parte da manhã está quente e uma coisa acaba anulando outra. Já quando se coloca o pé na rua todo o frescor do desodorante e da água fria virou suor. Não cheira mal, mas as costas molhadas incomodam, principalmente quando levo a mochila. Volta e meia procuro passar perto destas lojas com ar condicionado ou ventilador que escapa pela porta, um alívio curto mas que em quantidade acaba surtindo efeito. Dentro do ônibus não é diferente. Janela, sempre na janela. Não adianta muito também, o vento que vem da rua é sempre quente. O ponto onde vou descer é longe do trabalho, antes era mais perto, mas também era em outro bairro, pegava o metrô e não tinha metade do aborrecimento que tenho hoje. Uma distância que se faria em menos de dez minutos se transforma em trinta, ou mais, dependendo da hora em que saio ou da paciência dos cariocas em seus carros. Uma moto, isto resolveria minha vida e ainda por cima traria muitas alegrias.

Desce do ônibus e já começa a se distrair de novo. Mais bancas de jornal, carros, bundas, algumas motos, ruas, procura sombra que o sol já está mais quente, não tem lojas apenas o correio e não tem mesmo, pára em uma loja de conveniência do posto de gasolina - que tem ar condicionado - compra um suco de caixinha ou então uma coca light, a última faz mais efeito e a primeira realmente alimenta.

Tenta mais um banca de jornal, normalmente dou sorte porque sempre chega em uma banca e não em outra. Apenas dia sim dia não, porque não sou um cachorro que não pode ver poste que quer regar. É quase. E finalmente dou de cara com o portão do casa, sim, meu trabalho é em uma casa, bairro residencial. Aperta o interfone e consegue respirar, porque para variar, tem uma ladeira no caminho - não é muito íngreme, mas depois de algumas bons quarteirões até meio fio cansa.

Primeira satisfação: ar condicionado, vento gelado no suor é algo indescritível, quase sexual.

Segunda satisfação: às vezes chego na minha sala e não tem ninguém, isso dá uma falsa impressão de que cheguei cedo, acabo também escapando de alguma reunião ou problema psicológico alheio.

Terceira satisfação: chegar depois das 10 faz a manhã passar rápido, até você finalmente fazer algo produtivo já é hora do almoço, mais um motivo para postergar para a parte da tardem por mais importante que seja, ou sacar o telefone e ligar para o fast food mais próximo que tiver, torcer para que este dia não seja mais uma daquelas viradas em que você vivia tendo.

O dia passa e tudo o que você pensa é naquela cama macia com meu amor deitada, o gato no pé, o ventilador/ar condicionado ligado, um filme talvez e que o dia seguinte seja sábado, porque segunda feira é definitivamente o pior dia da semana.

Sim, de repente eu gosto mesmo de reclamar da vida...

MUNDO CORPORATIVO


Porque homem que é homem não escreve em post-it!

É FODA


Brasileiro não desiste nunca!

Imagem publicada no Rebosteio.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

PIRATARIA

"A indústria musical está uma bagunça. Me recordo de como era quando as crianças de colégio começaram a baixar músicas de graça - eles eram criminosos. Eu disse para todas as gravadoras com quem falei, que eles mesmos acenderam o pavio de sua própria bomba, que agora vai explodir logo abaixo deles e colocar todo mundo na rua".

"Não há mais nada em mim que me faça querer fazer novas músicas. Como você lança essas músicas? Como você poderá ser pago por elas, se as pessoas simplesmente as baixam de graça?"

"A indústria da música não tem a mínima idéia de como fazer dinheiro. E a culpa é toda dela por deixar as raposas entrarem no galinheiro e depois se perguntarem porque nao tem mais ovos nem galinhas. Cada pivete de colégio, cada pedaço de gente, que faz download ilegal de músicas, deveria ser processado até sumir da face da Terra. Eles deveriam ter suas casas e carros confiscados desde o início. Essas crianças estão tirando o emprego de cem mil a um milhão de pessoas".

Gene é questionado no sentido que alguns artistas como RADIOHEAD e Trent Reznor (NINE INCH NAILS) estão tentando encontrar um novo modelo de negócios. "Isso não conta. Você não pode pegar uma pessoa como exceção. E esse não é o modelo de negócios que funciona. Abrir uma loja e dizer 'Venham, paguem quanto quiserem.' Voces tão malucos? Você realmente acredita que esse modelo funciona?" Gene Simmons (Kiss)

"Há muitas bandas novas por aí para quem mil dólares em vendas de álbuns podem fazer a diferença para que elas possam sair em turnê ou gravar o próximo disco, entende? Então os garotos precisam entender que se eles gostam da música de uma banda, eles devem achar alguma maneira de compensá-la por sua arte, de forma que essa banda possa assegurar que continuará fazendo isso". "Eu não posso fazer isso de graça"" Maynard James Keenan (Toll e A Perfect Circle)

"Estava em Los Angeles e fiquei com vontade de ir em alguma loja de discos. Para minha supresa, não encontrei nenhuma, todas as grandes lojas tinham acabado. Isto é muito triste, gera desemprego" Tony Iommi (Black Sabbath)

"Acho dificel aparecer outro fenomemo como a Beatlemania ou como recentemente a geração Grunge.Quem vai divulgar essas bandas?A internet?Não me faça rir...me diga alguma banda que surgiu depois da era de troca de arquivos na internet,que tem um grande fan-clube e consegue lotar um estadio como o Aerosmith ou o Van Halen?

"Eu sou um musico bem sucedido, minha banda ainda continua em atividade. Conseguimos isso pq lançaram nossos discos e as pessoas tomaram conhecimento da nossa existencia, tenho pena das bandas novas que acham que entregar sua musica de graça vai fazer voce ser um musico conhecido do dia pra noite" Mick Box (Uriah Heep)

"Antigamente quando eu era criança, eu e os meus amigos compravamos albuns de rock, cada pessoa da turma comprava um, eramos pobres e não tinhamos dinheiro para comprar mais de um disco.A gente se reunia na rua e trocavamos os discos ou seja eu gravava em fita cassete os albuns dos meus amigos e eles gravavam os meus. Hoje em dia, se apenas uma pessoa no mundo comprar o disco novo do Paradise Lost e botar na rede, o restande das pessoas não precisa comprar...é só baixar.

Acho isso injusto."Aaron Aedy (Paradise Lost)

"Bom, obviamente nós ainda estamos travando a batalha contra os downloads ilegais, nós achamos que eles são ilegais – achamos que isso é um roubo, essa é a verdade da questão. Eu me lembro que quando a duplicação de cassetes apareceu eu me perguntei como aquilo iria afetar a indústria musical. E no final das contas deu no que deu – isso não afeta só o JUDAS PRIEST, afeta todo mundo, todas as bandas. É uma coisa difícil de tentar superar mas no final das contas se você é um fã da banda e você quer apoiar a banda você comprará o lançamento oficial, comprará a mercadoria oficial, e a vasta maioria dos fãs do PRIEST são desse modo conosco – eles apóiam o que nós fazemos. Então apesar de ser algo que nos tem feito pensar e tentar compreender, obviamente apreciamos o valor e a importância da internet quando usada de modo correto. Tudo o que pedimos é: Por favor, não roubem nossa música. Não é uma questão financeira, é apenas o fato básico que você não obtém uma coisa por nada, não é a coisa certa a se fazer. Você não entra em uma loja e pega roupas ou comida ou qualquer coisa à vontade, é o mesmo principio se você pensar sobre isso. Você não pode dizer 'Oh, eles têm milhões de dólares'; não é essa a questão. Mas felizmente nossos fãs são realmente fanáticos, eles querem as coisas de verdade, especialmente com 'Nostradamus', é um álbum duplo, uma experiência maravilhosa que você pode ter em um box set de luxo com três vinis, um livro de 48 páginas, pôsteres – você não pode ter tudo isso em um download, você tem que pegálo, segurá-lo fisicamente. É um tesouro para se adicionar na coleção do JUDAS PRIEST. Então nós apoiamos a internet quando é legalmente utilizada."Rob Halford (Judas Priest)

Opiniões de musicos reconhecidos e a muito tempo na industria musical.

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PRECISAMOS DE VOCÊ
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Após o vitorioso movimento pela extinção da CPMF, tudo levava a crer que o Governo e sua base parlamentar tivessem entendido o recado da sociedade de não mais admitir qualquer aumento de carga tributária.
Eis que, ainda que sob nova roupagem, somos surpreendidos pela iniciativa da base de apoio do Governo na Câmara Federal de criar um novo imposto para financiar a saúde. Exatamente quando a Receita Federal registra um excesso de arrecadação recorde, que permite atender tranqüilamente as necessidades do setor. Para não se falar, ainda, no recurso à diminuição e priorização dos gastos públicos.
Torna-se, pois, imprescindível que nos mobilizemos novamente. Você que participou do abaixo-assinado contra a recriação da CPMF no ano passado, confirme novamente seus dados no site:
WWW.SOUCONTRAACSS.COM.BR
MOVIMENTO DA SOCIEDADE BRASILEIRA CONTRA A CSS

terça-feira, 8 de julho de 2008

UMA BREVE REFLEXÃO...

Paradoxo do Nosso Tempo - George Carlin

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.
Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!
Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.
Um grande abraço, Jack.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Vamos detonar um ditador!!!

Antes de mais nada, vou colocar uma pergunta para vocês pensarem enquanto leem o texto:

- Por que será que as grandes potências só consideram ditador aquele que está "sentado" sobre petróleo??"

Depois de uma eleição violenta onde o candidato de oposição Morgan Tsvangirai teve que desistir da sua candidatura, Robert Mugabe, se auto declarou presidente. A situação está bastante tensa e o destino do país depende de uma negociação entre Mugabe e o candidato escolhido pelo povo no primeiro turno, Morgan Tsvangirai. Se governos ao redor do mundo se recusarem a reconhecer a presidência do Mugabe, e pressionarem outros países a fazer o mesmo, o poder político dele irá diminuir e ele será obrigado a entrar em um acordo com o Tsvangirai. Alguns governos já se recusaram a reconhecer o Mugabe como presidente, precisamos aproveitar o momento para pedir para outros governos aderirem.
Clique abaixo para enviar uma mensagem padrão ou personalizada para seu chefe de estado:

http://www.avaaz.org/po/zimbabwe_chance_for_peace/16.php?cl=105456095

O povo do Zimbábue precisa desesperadamente de algum sinal de esperança. Depois de 28 anos no poder o Mugabe arrasou o país que tem 80% de desemprego, 160.000% de inflação, e uma violenta repressão política; com isso, 30% da população já fugiu do país.
Ficou claro que Tsvangirai é o preferido do povo, tendo ganho o primeiro turno das eleições. Quando o partido do Mugabe percebeu que o Tsvangirai venceria as eleições, eles passaram a intimidar, prender, torturar e até matar os militantes do MDC – partido do Tsvangirai. O MDC foi proibido de fazer comícios e qualquer um com uma camiseta do partido era vítima de ataques. O Secretário Geral da ONU, e observadores eleitorais da União Africana e da Comunidade do Desenvolvimento do Sul da África (SADC), alegaram que, por causa da perseguição política, o segundo turno das eleições foi ilegítimo. Agora só há um caminho para acabar com a violência, a negociação de um acordo para os dois partidos. Se governantes, do Brasil ao Botsuana, da Indonésia á Índia, rejeitarem o regime do Mugabe, haverá a chance de um acordo que reflita a vontade do povo do Zimbábue. Temos que agir rápido, essa é a primeira oportunidade em anos de tirar o Mugabe do poder.

Envie sua mensagem e divulgue a campanha:

http://www.avaaz.org/po/zimbabwe_chance_for_peace/16.php?cl=105456095

Com esperança,
Ricken, Alice, Ben, Graziela, Mark, Paul, Galit, Iain, Pascal e Milena – a equipe Avaaz.org --------------------------------------------

SOBRE A AVAAZ Avaaz.org é uma organização independente sem fins lucrativos que visa garantir a representação dos valores da sociedade civil global na política internacional em questões que vão desde o aquecimento global até a guerra no Iraque e direitos humanos. Avaaz não recebe dinheiro de governos ou empresas e é composta por uma equipe global sediada em Londres, Nova York, Paris, Washington DC, Genebra e Rio de Janeiro. Avaaz significa "voz" em várias línguas européias e asiáticas.
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Abraços a todos, Jack.

domingo, 6 de julho de 2008

Rock in Rio em São Paulo


Essa semana, eu li uma entrevista com o Roberto Medina (idealizador do festival Rock in Rio).

Ele respondeu uma pergunta que todo carioca faz desde o termino da edição do festival em 2001:

"Quando o Rio de Janeiro vai voltar a sediar uma edição do Rock inRio?"

Para minha surpresa a resposta do publicitário e jornalista, que além do RIR trouxe ao Brasil o Frank Sinatra, foi a seguinte:

"Em 2010 o RIR sera realizado em São Paulo"

São Paulo???!!!

Não escrevi errado... São Paulo.

Após terem fechado a "Cidade do Rock" (RIR 1 - 1985) na época do governo Leonel Brizola, surgiu um boato muito forte que iriam transferir o festival para a Amazonia.
Isso nunca aconteceu, foi mais uma resposta ao governo do Estado que tinha fechado o local do festival sem muito motivos... Foi mais uma briga política do que qualquer outra coisa.

Em 1991 no Maracanã acontece o RIR 2. Medina não queria a princípo fazer no maior estadio do mundo, entre vários motivos, achava que o estádio não tinha infra-estrutura suficiente.

E não tinha mesmo...

A última vez que o Rio de Janeiro viu o festival, foi em 2001, com a volta da "Cidade do Rock".

Três anos depois, em 2004, o Rock in Rio se mudou para Europa e foi parar em Portugal.

Nasceu o Rock in Rio Lisboa, que comemora em 2008 três edições (2004, 2006 e 2008).

Acho que meus conterrânios cariocas não curtem mais rock and roll, muito diferente da geração dos anos 80 e 90, que ia em todos os shows internacionais que rolavam aqui nas terras cariocas.

Hoje os moradores da minha cidade preferem shows de cantoras baianas na praia de Copacabana.

Resta a saudade... Festival de rock em janeiro nunca mais...